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A ciência por trás dos líderes influentes

Liderança é um assunto que vem sendo estudado há muito tempo, principalmente no século passado. As ciências comportamentais representam boa parte dessas pesquisas, porém, com o avanço dos estudos do cérebro, novas descobertas de como os líderes influenciam seus times vem chamando a atenção dos especialistas. Será que um líder apenas utiliza de habilidades e técnicas de influência ou existe algo mais profundo? O que será abordado neste artigo é o que de fato acontece dentro do líder e de seus seguidores, do ponto de vista científico.

O fator decisivo que proporcionou a evolução da humanidade foi a capacidade de se relacionar e viver em grupos. Segundo a teoria de Howard Gardner, com isso, nós desenvolvemos uma competência chamada hoje de inteligência social. É a capacidade de compreender as alterações e comportamentos das pessoas, como: mudanças de humor, suas motivações e intenções, e com isso, utilizá-las da melhor forma.

Há evidências históricas exclusivamente dos seres humanos desta inteligência, do ponto de vista biológico. Nas comunidades primitivas havia a obrigação de caçar ou lutar em grupos para sobreviver, e por esta razão, existe até hoje de forma natural a necessidade de lideranças, relacionamentos e solidariedade.

Segundo pesquisas, líderes se manifestam em ambientes mesmo sem uma liderança formal hierárquica, sincronizando as suas ondas cerebrais com as das outras pessoas, através de uma comunicação assertiva. A sincronia consiste em um processo neural, onde a frequência, escala e cumprimento das ondas do cérebro de duas pessoas se sintonizam. Com isso, obtém-se cooperação, criatividade coletiva, entendimento e foco das pessoas no mesmo objetivo.

A sincronização pode iniciar de forma consciente, quando o líder está focado no momento presente com as pessoas. Quando de fato tenta-se compreender o que estão sentindo no momento e entender seus pontos de vista sem julgamentos. À medida que se observa as emoções em si mesmo e nos outros, junto de uma comunicação de alta qualidade, o cérebro sincroniza muito mais fácil. Deste modo, podemos entender que os líderes se conectam de forma muito mais profunda com as pessoas, literalmente entram em sincronia com seus times.

Outras pesquisas da neurociência, identificaram uma célula no cérebro chamada de neurônio espelho, que tem por sua característica imitar ou espelhar estímulos vindos de outras pessoas. Estas células funcionam quase como um WiFi, recebendo as informações externas e replicando-as da mesma forma.

Isto tudo se aplica na liderança, quando consciente ou inconscientemente as pessoas identificam as emoções e comportamentos do líder, e com isso, seus neurônios espelho são ativados, reproduzindo as mesmas emoções. Portanto, um líder tem a capacidade de induzir as pessoas a terem os mesmo sentimentos e comportamentos, gerando uma experiência compartilhada.

Os líderes compreendem o valor do trabalho em equipe e por isso, destinam tempo e energia no desenvolvimento dos relacionamentos interpessoais dentro das empresas. Diante disso, eles entendem que os desejos pessoais não podem prevalecer ao bem coletivo, portanto, se preocupam mais com o que podem oferecer as pessoas. 

Criar estes vínculos fortes exigem habilidades sociais como comunicação assertiva. Contudo, conforme citado, a relação entre líder e time é muito mais profunda do que simples tratamento interpessoal. O poder de influência dos líderes eficazes vem de uma conexão entre cérebros.

Autor

Gabriel Lopes

Consultor de empresas e colunista na Revista Perfil. Trabalha na área de desenvolvimento de líderes, estruturando programas de capacitação, treinamentos e mentorias. Atua neste segmento há seis anos, com experiência aplicada em quase 300 gestores na CantuStore. No ano de 2019, realizou uma pesquisa acadêmica sobre competências essenciais para um líder, publicada pela Universidade do Vale do Itajaí, que é a base de seus trabalhos.

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